quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

UMA NOVA REFORMA ?


 

               Quando olhamos para história da Igreja e principalmente para a reforma protestante, ocorrida em 1517, ou seja, há mais de 500 anos, vemos um período em que os modismos cometidos pela Igreja foram combatidos com toda ousadia, foram rejeitados e denunciados pelos reformadores. Esse período foi marcado também pela venda de benções espirituais e pela supersticiosidade religiosa.  Os cristãos que antes eram conhecidos pelos textos de João 03:16 ou Mateus 11:28  que centralizavam sua mensagem na cruz de Cristo, que pregavam a Salvação e o arrependimento, hoje se veem ameaçados, pois ser evangélico passou a ser status. Interpretam de maneira errada o texto de Filipenses 04:13, transformando textos em dinheiro para conseguirem o que querem, e infelizmente não podemos tapar o olho e fazer de conta que isto não está acontecendo.

O protestantismo combateu ousadamente essas aberrações e hoje esse mercantilismo medieval, que pregava a venda de indulgências, levanta-se das cinzas arrastando incautos com uma promessa cheia de benesses na terra e, depois a vida eterna. Temos vistos muitas igrejas que utilizam e vendem elementos de toque para que as pessoas alcancem benções divinas. Graças a Deus que não acharam o madeiro da cruz se não teríamos muitos vendendo os pedaços por troca de uma benção. Esse é somente um de vários exemplos da troca da essência do evangelho por uma comercialização religiosa deixando de lado o real propósito do evangelho.

Muitos ministérios criados da noite para o dia vivem de oba-oba, jeitos e trejeitos tentando maquiar a ação do Espírito Santo. Esses modismos tem preocupado muitos lideres evangélicos que procuram levantar sua voz contra essas aberrações. Por isso Paulo diz: “Ninguém vos engane com palavras persuasivas” e Pedro Cap. 5.2-3 completa: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto, nem tendo domínio sobre a Herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.

Precisamos dar mais ênfase à sabedoria de Deus, à pecaminosidade do homem, à graça do Senhor Jesus e à Regeneração pelo Espírito Santo. Não precisamos de nova unção, mas sim voltar ao princípio da palavra.  Será que a igreja não precisa passar por uma nova reforma? Analise e reflita.                                                                                                                                                Autor: Elizeu Lima

 

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