domingo, 13 de setembro de 2009

O Ide de Jesus

No evangelho de Marcos, no capítulo 16:15, Jesus disse: “Ide por todo o mundo e prega o evangelho a toda a criatura”. Esse é o versículo conhecido como o Ide de Jesus. Quando estava lendo este versículo, comecei a me questionar, e também a Deus, se nós, a igreja, estamos cumprindo esta ordem de Jesus, que é pregar o evangelho a toda criatura. Segundo a SENAMI – Secretaria Nacional de Missões, temos 2,5 bilhões de pessoas que ainda não ouviram a pregação do evangelho. Essas pessoas vivem no norte da África, no Oriente Médio, no sul da África e na China. Esses países têm pouca chance de ouvir o evangelho sem que alguém de outras partes do mundo lhes pregue as boas novas. Temos que ganhar os chamados não cristãos para Cristo, mas quanto tempo levará para a mensagem do evangelho chegar a cada um deles?

Se continuarmos na média de 50 mil pessoas por dia ouvindo a palavra pela primeira vez, somente alcançaremos os não evangelizados daqui a 71 anos. Mas se desejamos que até 2010 todos tenham sido alcançados, teremos que fazer com que 350 mil pessoas recebam as boas novas pela primeira vez. Se somente alcançarmos cada dia 50 mil pessoas, restam diariamente 300 mil que não recebem a mensagem. Realmente Nossa tarefa é enorme!

Diante dessas estatísticas, me pergunto o que a igreja do presente século tem feito em prol de missões. O que temos visto são crentes confinados em quatro paredes, preocupados apenas em construir, fazer grandes templos e programas que dão status. Não que seja errado construir, porém não podemos mudar o foco do ide de Jesus. Vejamos o seguinte: quanto a igreja tem separado de seu orçamento para missões? Não podemos esquecer que as igrejas/ministérios que mais crescem são aqueles que investem em missões e evangelismo, mas infelizmente a maioria não está interessada no progresso do evangelho, e sim preocupada com as coisas da vida. Só se pensam em ganhar dinheiro e acumular tesouros na terra, preferem a cama ao estudo da palavra, preferem a televisão à reunião de oração, vivem despreocupados em relação ao fato de as pessoas estarem salvas ou não.

Às vezes vejo as reações de algumas igrejas quando ouvem o testemunho de um missionário. Elas aplaudem, exaltam a coragem e o desprendimento daquela vida, ficam admiradas com o altruísmo do missionário e se satisfazem com uma pequena oferta, para o desencargo de consciência, porém voltam às suas atividades rotineiras, não percebendo que também fazem parte dessa batalha espiritual. Sem esquecer de igrejas em que os membros nem conhecem seu missionário e ainda fazem culto de missões sem propósito algum.

Infelizmente, para vergonha nossa, esta é a realidade da maioria das igrejas: o maior número de soldados encontra-se nesta linha e são aqueles que não estão preocupados nem engajados na batalha, desobedecendo voluntariamente ao comando do general, mas estão aplaudindo os obedientes.

Deus tenha misericórdia de nós e faça descer sobre nós o poder do alto, para que cada crente, e conseqüentemente cada igreja assuma a responsabilidade de entrar nessa batalha, usando todos os meios possíveis para que Cristo seja anunciado. Elizeu Lima

terça-feira, 25 de agosto de 2009

CASAMENTO,DIVÓRCIO E NOVO CASAMENTO


Quridos amigos!
O limite da loucura e a normalidade esta em um esquema condicioando tão dificil de enteder e demaracar. assim as nossas relações de casamento, divórcio e o novo casamento. Vai este tema para vcs opinarem caso desejam. Abraços!

Casamento, Divórcio e Novo Casamento
Estamos experimentando um crescimento sem igual do povo evangélico, pessoas de todas as classes sociais têm ouvido a voz do Espírito Santo e estão encontrando e reencontrando o real significado da vida
em Cristo Jesus, e as Igrejas Evangélicas estão recebendo um grande contigente de pessoas, que antes de conhecer a Jesus tiveram o desprazer de perderem suas famílias e verem o lar se desfazer.Ensinamos ser o casamento não um sacramento, mas um compromisso único e eterno, enquanto for vivo, um dos cônjuges. Entretanto vários são os fatores que se observados contribuirão para a edificação e consolidação desta aliança. Porém se não forem observados concorrerão para a sua dissolução.Muitos conseguem refazer o lar e outros já não têm a mesma felicidade e por motivos vários, preferem tentar um novo relacionamento conjugal.As Igreja Igrejas Evangélicas não fogem a essa regra, e tem crescido e verificado o surgimento destas questões em sua membresia, além de receber novos convertidos, nesta situação, e por saber da seriedade que envolve a presente questão penso o seguinte:1. Somos categoricamente contra o divórcio, não incentivamos e nem apoiamos a sua concretização;2. Sabemos que cada caso é um caso em particular, e você tem o direito, se quiser de expor como membro a sua situação conjugal.3. Que seja celebrado o casamento de pessoas divorciadas fora das dependências das Igrejas;4. Ensinamos que relacionamento sexual é para casais casados e se pessoas não casadas estão nesta prática, estão em pecado diante de Deus:4.1 Se solteiros é prostituição;4.2 Se casados é adultério e Deus não se agrada destes relacionamentos;5. Reconhecemos o seu direito como ser livre, de tentar um novo relacionamento, entretanto tal decisão de forma nenhuma poderá comprometer a igreja como Corpo de Cristo;6. A Igreja não deve negar o batismo, por reconhecê-lo como uma ordenança e prova de um novo nascimento, para uma nova vida em Cristo porém:6.1 Ele não salva, é para os salvos;6.2 O candidato ao batismo, tem que está com sua condição conjugal, entre outras definida: solteiro, casado, viúvo, ou divorciado, nunca amasiado;6.3 Se qualquer um dos " amasias ", for solteiro, não deve ser indicado e nem aceito para batismo, devendo antes regularizar a sua situação;7. Todos os casais que chegarem a Igreja, em situação indefinida conjugalmente, devem ter todo o apoio e orientação da liderança desta, para se regularizarem ;8. Casamentos mistos, ou seja de crente com não crente, por que entendemos ser um julgo desigual, e nem somos solidários a namoros e noivados que se enquadram neste princípio, não devem ser realizados;9. O casamento de pais solteiros e de namorados ou noivos grávidos, não será devem ser realizados nas dependências da Igreja, e nem tampouco será alvo de sigilo caso haja questionamentos;10. Entendemos por casamento a união entre homem e mulher, fora disto é abominação e aberração diante de Deus.Uma das missões da igreja, é promover o ajustamento, tanto espiritual quanto social de seus membros e procurar atrair os seus freqüentadores despertando ambos para uma vida reta, abençoada e comprometida com Deus e a sua Santa Palavra, a nossa Bíblia.Nada que escrevemos tem como objetivo taxar, acusar, discriminar ou levantar discórdias e sim deixar claro que queremos que Jesus Cristo seja glorificado em todas as situações. Sabemos que as pessoas passam e as instituições permanecem, e entre esta, está a Igreja de Jesus Cristo, que deve ser preservada sem macula, e se queremos vê-la continuar a crescer temos que procurar desembaraçar as nossas vidas e darmos um bom testemunho em todas as áreas do comportamento humano.Queremos ver você feliz e abençoado e que nossos filhos, parentes e toda a comunidade possa ver as Igrejas Evangélicas, não como um clube social e sim como Agência Organizada do Reino de Deus, que caminha a passos largos, tendo o Senhor Jesus Cristo como o Cabeça e Bíblia como sendo sua única regra de fé e prática.Lembre-se, não existe nada que não se resolva com oração e boas conversas, agende com um pastor da sua Igreja, pois, com certeza ele quer ver você mais abençoado.

Extraído dos estudos bíblicos do site www.elnet.com.br

Blog-antoninhoguapore.blogspot.com

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Globo X Record


Escrevo esta matéria como um telespectador que há muito tempo vem analisando a briga entre as emissoras Globo e Record, brigas essas que são antigas e provavelmente não acabarão tão cedo, pois existe uma disputa por dinheiro, audiência e poder.

As duas vem brigando há algum tempo para ter os melhores apresentadores, programações e patrocínios, sem contar que o Sbt que tem entrado nessa briga, principalmente nesses últimos dias em que a Record levou um dos seus melhores apresentadores Gugu Liberato, oferecendo um salário de três milhões de reais mensais.

De um está a Globo querendo o monopolizar jornais, esportes e os realytes shows,, valorizando apenas seus artistas e programações. Um exemplo disso é a premiação dos melhores do ano, pois que ganha só são seus artistas, os famosos de outras emissoras são excluídos da premiação.

Pelo menos nesse ponto bato palmas para Silvio Santos que, com o Troféu Imprensa premia todos os atores, músicos, apresentadores, programas, novelas e diretores de qualquer emissora, sem distinção, muito embora não concorde com ações como mudar os horários das programações a toda hora, cortar programas ao meio, desrespeitando assim quem está do outro lado da tela.

Em relação à Rede Record, parabenizo seu jornalismo que é de qualidade, pois quebrou o monopólio em relação ao telejornalismo com a Record News, que é aberto a todos 24 horas. Porém, por ser uma emissora denominada cristã, envergonha esse público com novelas promiscuas, sua afirmação a favor do aborto, entre outras.

O protestantismo foi o primeiro a combater os abusos cometidos pela igreja durante a Reforma Protestante, no entanto, muito líderes evangélicos da atualidade não tem tido o comprometimento em levar a mensagem de transformação e arrependimento aos pecadores, contrariando assim as Escrituras.

Evidente que a Igreja precisa de dinheiro para pagar suas despesas. Dízimos e ofertas voluntárias são permitidas pela Bíblia, mas dentro dos limites da fé de cada um, e sua oferta deve ser de alegria e de coração. Não se deve manipular as pessoas nem fazer barganha com Deus. O abençoador está pronto a nos abençoar, porém a prosperidade é uma conseqüência de nossa obediência a Deus.

O Mestre Jesus diz que devemos buscar as coisas que são de cima e as demais coisas nos serão acrescentadas. O que não se pode aceitar é com exploração dos fiéis, ainda que o Senhor os recompense pela atitude de seus corações. Mas seus líderes serão julgados por usar de má fé com seus membros, pregando crendices, superstições e dogmatizando a fé, como lobo devoradores no meio do rebanho do Senhor. Eles pensam apenas em encher seus cofres, andar de avião, comprar mansões e investir em ações. Podemos chamar isso de amor pelas almas, de evangelho?

Está na ora dos líderes que querem um compromisso com Deus se levantar contra essas aberrações que acontecem no meio da Igreja. Mas de acordo com Jesus o joio deve crescer no meio do trigo, porém, chegará a hora da ceifa.

Elizeu Lima

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Benção de ser pai


As palavras do salmista no salmo 127:03 são lindas: “Os filhos são herança do Senhor”. Herança, segundo o dicionário Aurélio, significa patrimônio deixado por alguém, ou seja, é algo maravilhoso dado por Deus.

Lembro-me da infância, quando meus pais me orientavam quanto aos horários ou as coisas erradas que devia evitar. Hoje entendo que eles não queriam me manipular, mas sim me proteger. O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 13:6,7 diz que o amor de Deus nos protege. Um exemplo disso está em Gênesis, capítulo 3, quando o Senhor pergunta a Adão e Eva onde eles estão. Envergonhados porque estavam nus e havia pecado contra o Senhor, esconderam-se nos arbustos e começaram a tarefa de fazer um enxoval de folha de figueiras. Mas Deus, que é bondoso e misericordioso, fez roupas para o casal: “Fez o Senhor Deus a Adão e sua mulher túnicas de peles e os vestiu” (Gn. 3:21).

Que lindo é ver o médico cuidando do paciente, do professor ficando até mais tarde com o aluno em dificuldade, o pai contando histórias para o filho até ele dormir. Assim é o verdadeiro amor, ele é protetor. Jesus é nosso maior exemplo. Quando acusaram a mulher de adultério, Ele os protegeu das pedras que lançaram contra ela, protegeu os discípulos da tempestade, protegeu Pedro dos cobradores de impostos. Os pais agem da mesma forma, para proteger os filhos, os alertam e até os proíbem de fazer algo que pode causar danos.

Ser pai é uma benção de Deus. Quando nossos filhos nascem achamos que só vamos ensiná-los, mas na verdade aprendemos muito com eles. Nesse um e meio de pai tenho aprendido muito e sei que tenho muito ainda a aprender. Uma das lições que já compreendi é que dar presentes, roupas e calçados é até fácil, o maior desafio, no entanto, é educá-los, passar valores morais e espirituais. Aos pais cristãos ainda há a responsabilidade de ser o sacerdote do nosso lar, conduzindo a família nos caminhos do Senhor. Pv 22.06 diz: ”Ensine o menino no caminho em que deve andar”. Ensinar o filho no caminho em que deve andar não é só levá-lo à Igreja e acharmos que assim já cumprimos nosso papel. O Pastor e escritor Carlos Moises certa vez em uma entrevista disse uma palavra que chamou minha atenção. Disse que deixar um filho na garagem não é garantia nenhuma que ele se tornará um automóvel, da mesma forma que leva-lo todos os dias à Igreja não garante que se tornará um cristão verdadeiro, comprometido com Deus. É necessário ensina-los a amar a Deus e seu reino, e orar por eles e com eles, e dar o exemplo. É no conjunto dessas atitudes que nossas crianças aprendem a crer em seu poder e aceitar a salvação que só ele pode oferecer. Sei que não é uma tarefa fácil, mas Deus nos capacita e nos da força através de seu Espírito Santo para sermos os pais que devemos ser para nossos filhos. Com toda certeza é um trabalho maravilhoso e recompensador.

Elizeu Lima

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Ore pelos Cristãos da Coréia do Norte


                                                    Levantemos um clamor

 

Tenho assistido os jornais televisivos, e eles tem falado muito da Coréia do Norte e dos rumores ocorridos pelos testes nucleares. Sinto-me tocado pela situação daquele país, pois missões é algo que  amo, que faz meu coração se comover. Porém, fico triste pela realidade da igreja, pois quase 97% dos cristãos não conhecem a Igreja Perseguida. Hoje, em pleno século 21, crentes em Cristo ainda são perseguidos e torturados por causa do Evangelho.

A Coréia do Norte é um dos países que não tem liberdade religiosa. Quase 70% da população do país não professam nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas, como o xamanismo, o confucionismo e budismo. O país tem sido marcado por um “culto a personalidade” que levou o falecido ditador King II Sung a posição de deus. O governo utiliza um controle rigoroso sobre as religiões e pune com severidade aqueles contrários às suas ideologias. Para se ter uma idéia, menos de 2% da população é cristã, apesar de o cristianismo ter uma longa história na região. Antes da Guerra o país era um palco de um reavivamento. A capital Pyongyang abrigava quase meio milhão de cristãos, na época cerca de 13% da população. Após a guerra, estes fugiram em direção ao sul ou foram assasinados.

Atualmente há três igrejas na cidade, mas basicamente "são igrejas de fachada", servindo a propaganda política. Quase todos os cristãos na Coréia do Norte pertencem a igrejas não registradas e clandestinas. O culto dos cristãos nortes coreanos modernos nada mais é do que um "encontro" casual de duas ou três pessoas em algum lugar público. Os cristãos oram discretamente e trocam algumas palavras de encorajamento.

Ser cristão na Coréia do Norte é muito perigoso. Segundo a missão Portas Abertas, o país ocupa pelo sétimo ano consecutivo a primeira posição na classificação de países por perseguição. O estado não hesita em torturar ou matar qualquer um que possua uma Bíblia, seja pelo fato de a pessoa estar envolvida no ministério cristão, por organizar reuniões ilegais, ou por simplesmente manter contatos com outros cristãos. Aqueles que sobrevivem às torturas são enviados para campos de concentração, onde recebem diariamente algumas gramas de comidas de má qualidade e tem que trabalhar até por dezoitos horas ao dia. Ao menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida.

Desde o final do século 19, cerca de cem mil norte coreanos mantém a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da revista norte americana Newsweek. De acordo com missionários, os cristãos nortes coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais , embrulhadas em plásticos.

Alguns pastores na China, país vizinho, oram pelos doentes, e uma das estratégias que Deus tem dado aos irmãos chineses é a pregação por meio de telefonemas interurbanos, feitas por telefones ou celular, num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os "cultos telefônicos" tem de ser rápidos e são interrompidos bruscamente, pois a Coréia do norte usa rastreadores para localizar os telefones. Mas o Senhor nosso Deus, a cada nova perseguição, dá uma nova estratégia para que a mensagem do reino seja anunciado.Gostaria de concluir dizendo que precisamos agradecer a Deus  por ter nascido em um país em que temos a liberdade de cultuar a Deus e adorá-lo. Precisamos orar para que as portas se abram para a evangelização nos lugares perseguidos, para que os governos se tornem mais favorável para aceitar os ministérios cristãos e para que eles tenham acesso às Bíblias.            Elizeu Lima

   

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Decepcionado com Deus ?


 Decepção é um sentimento que muita gente traz no peito pelos motivos mais variados: abandono dos amigos, frustração num relacionamento amoroso, casamento falido, desemprego, necessidades materiais, etc. Pode ser também decepção com sistemas religiosos, promessas de milagres não cumpridas, sistemas opressores. Há ainda quem se diz decepcionado com Deus. Uma sensação de abandono e um sentimento de que Deus não está ouvindo suas orações. Mas se você está decepcionado por qualquer dos motivos acima, você não é o único, tampouco o cristão está livre disso.No salmo 142, Davi também estava assim, muitíssimo decepcionado. Mas como ele era um homem segundo o coração de Deus, aprendemos com ele o caminho para o consolo. Naquela ocasião Davi se esconde de seus perseguidores numa caverna, abandonado pelos amigos e familiares, e começa a alternar sentimentos de decepção e confiança. De lá ele ora intensamente ao Senhor, chorando e colocando diante de Deus toda a sua angústia. É claro que Deus o consolou e providenciou pessoas para estarem ao seu lado.Em algum momento da sua vida você também vai ser atacado violentamente pela pela decepção. Até o seu melhor amigo ainda vai decepcioná-lo e você precisa estar preparado para isso. As pessoas que lhe são caras poderão faltar em momentos críticos, poderão sumir na hora em que você mais precisa. Até a igreja poderá faltar a você em algum momento de sua vida. Aí serão só você e Deus! É assim que Davi se sente: “ninguém se preocupa comigo. Não tenho abrigo seguro; ninguém se preocupa com a minha vida.” (salmo 142.4). Talvez você esteja dizendo assim: “meus pais, meu cônjuge, minha família, meus amigos, minha igreja, ninguém se importa comigo, ninguém se preocupa comigo”.Já vi pessoas decepcionadas com Deus. Geralmente essa decepção com Deus é causada por pessoas e estruturas eclesiásticas. São promessas não cumpridas de cura infalível, prosperidade financeira, jamais ter dores ou sofrimento, o que na verdade são grandes mentiras inventadas pela teologia da prosperidade. Talvez a pessoa tenha sido usada por um sistema e depois descartada, oprimida com metas a cumprir, produção em série, ativismo, rejeitada por conta de doutrinas humanas e de opressão legalista.Quero dizer que você não deve culpar a Deus por conta destes desvios e distorções. Se os sistemas religiosos ou pessoas usaram o nome de Deus para oprimir, espoliar, machucar, serão responsabilizados por Ele. A sua decepção com as pessoas não pode fazer com que você se decepcione com Deus. Não transfira sua decepção com as pessoas para Deus, Ele não tem nada com isso. Deus quer sempre o melhor para nós, ainda que haja dores, sofrimento, perda, a vontade dEle é sempre boa, perfeita e agradável.Se você está assim decepcionado e sua alma foi invadida por angústia, abatimento ou até mesmo pânico, faça como o Rei Davi e derrame seu lamento diante do Senhor, apresente a Ele a sua angústia.Creio que Ele é poderoso para restaurar você das suas decepções. Ele não decepciona nunca.

 Fonte: Márcio Rosa da Silva    www.marciorosa.wordpress.com

quinta-feira, 30 de abril de 2009

SUCESSO MINISTERIAL ?



Uma das coisas mais lindas que encontramos nas Escrituras Sagradas é o chamado de Deus na vida do homem para o ministério. Muitos homens foram chamados de várias formas, alguns de maneira direta e outros indiretamente, em momentos diversificados, uns arando, outros pescando ou coletando, e ainda quando estavam vivendo momentos difíceis. Mas o mais interessante é que todos estavam trabalhando, fazendo alguma coisa. Isso demonstra que Deus não chama os desocupados, mas aqueles que estão envolvidos em algum trabalho, em alguma obra.
Em sua Palavra, no livro de Atos, Deus revelou para os apóstolos quais qualificações eram necessárias para o diaconato e então eles foram orientados pelo Espírito Santo. Isso revela como deve ser em nossos dias, ou seja, o líder precisa voltar aos princípios da Escritura, e buscar a Deus em oração, esperando sua resposta, e também analisar se o candidato tem as qualificações contidas na Bíblia.
Infelizmente, o cenário nas igrejas atuais não é exatamente esse. Em muitos lugares as pessoas são separadas para trabalhar no ministério apenas porque tem afinidade com os líderes, ou porque estão há muito tempo nessas igrejas. A igreja não deve ser vista e tratada como uma empresa, embora a parte administrativa precise funcionar assim. Mas não o chamado de Deus às pessoas.
A igreja, como Deus afirma em sua Palavra, é um corpo, pois cada um tem sua função dentro desse organismo vivo. Muitos entendem que crescer no ministério é começar como Diácono e chegar a Pastor, porém o sucesso ministerial não está no fato de ser Diácono, Presbítero ou Pastor, e sim em entender o chamado de Deus. Há aqueles que são chamados para ser diáconos, e fazem isso com excelência, porém ao irem para o presbitério ou pastorado não desempenham com louvor a função, pois estão fora dos planos de Deus. E a igreja ainda fica no prejuízo, pois perdeu um grande diácono.
Os líderes e os obreiros precisam entender isso, e entender qual o chamado de Deus para suas vidas, e devem ficar no centro da vontade de Deus, pois assim exercerão muito bem o que o Senhor colocar em suas mãos.
É claro que existem exceções, porque em momentos de necessidade as pessoas exercem funções para as quais não foram chamadas, apenas por um tempo, para que a obra de Deus continue. Apenas não faça disso a regra.


Autor: Elizeu Lima




sábado, 14 de março de 2009

As mudanças e a Falta de fiscalização- Segurança Privada


Se observarmos a criação e o desenvolvimento da segurança privada no Brasil, veremos que ela ocorreu em razão da situação de insegurança nacional, que não consegui dar condição de segurança à população.

Na época, os problemas eram relacionados à segurança nacional devido aos constantes assaltos a bancos cometidos à guerrilheiros que queriam tomar o poder do país por meio de força. Na década de 60, foram criadas 19 organizações, como cerca de 1.400 militantes armados, para mudar o regime do país. Em janeiro de 1968, ocorreu o primeiro assalto a banco, efetuado pelo grupo esquerdista ALN (Ação Libertadora Nacional).

Para se ter uma idéia do crescente avanço da luta armada no país e, conseqüentemente, dos assaltos a agencias bancárias, veja a evolução dos números de roubos a banco no estado de São Paulo: em 1967, foram dois. Em 1968, foram11 e em 1969 o número chegou a 62. Os roubos ocorriam devido à necessidade de dinheiro para treinar os militares, em sua maioria estudantes, para atuarem como guerrilheiros.

Com o número crescente, o governo decidiu reforçar a segurança nas agencias bancarias. Foi então que, por meio do decreto-lei nº 1.034, de 9 de novembro de 1969, e nº 1.103, de 3 de março de 1970, as empresas de segurança e vigilância armada privada surgiram no país. Tal medida tinha como objetivo principal inibir as ações dos grupos políticos de esquerda que buscavam recursos em assaltos a estabelecimentos bancários para o financiamento da causa revolucionária.
Na época, a fiscalização ficou a cargo das secretarias de segurança publica dos Estados, como a criação da lei 7.102/83. Com a publicação da lei nº 9.017/95, o dever de fiscalizar e controlar as empresas de segurança privada passou a ser da Polícia Federal, que o mantém até hoje.

As atividades das empresas de segurança privada também foram alteradas, incluindo não apenas a atuação em instituições financeiras (origem das mesma) mas outras funções, como as de segurança pessoal, escolta armada e transporte de valores, além de ser exercida em indústrias, shopping, residências etc.

Posteriormente co a publicação da portaria 992/05, em outubro de 1995, os cursos e as grades curriculares destes cursos, além das demais exigências e especificações, foram instituída para as empresas de segurança especializadas e orgânicas.
Infelizmente, a lei 7.102/83, os decretos e as portarias ainda deixaram muitas brechas para interpretação diversas, dificultando a padronização dos serviços prestados pelas empresas de segurança privada e fiscalização destes.

Novas Medidas

Hoje vivemos uma situação diferente, mas sem dúvida a sensação de segurança da população, principalmente nos grandes centros urbanos é visível.

A Small Arms Survey – entidade sedida em Genebra, na Suíça, que trabalha como pesquisa e coleta de dados sobre violência armada e comércio de armas – lançou em agosto se relatório anual, intitulado “Small Arms Survey 2007 – As armas e a cidade”. Nele, o Brasil aparece como o oitavo maior arsenal de armas leves do mundo, como nível de violência superior ao das guerras na África, Ásia e América Latina.

O direito da entidade, Keith Krause, destaca que o aumento da criminalidade ocorre devido à mistura de injustiça social e rápida urbanização no Brasil nos últimos 30 anos.

A sensação de insegurança no país alavanca a crescimento das empresas de segurança privada e exige uma melhor preparação do seu contingente. O departamento de Polícia Federal (DPF), responsável pelo controle das empresas de seguranças privada, fez a sua parte e publicou, em setembro de 2006, a portaria 387, que modificou a 992/95, atualizando-a e alterando a formação dos vigilantes.

A portaria 387/06, publicada pelo Departamento da Polícia Federal em 1º de setembro de 2006, teve a intenção de melhorar a atuação de segurança privada e, conseqüentemente, da segurança pública, pois se trata de uma ação do Ministério da Justiça para diminuir o sentimento de segurança da população.

Basicamente o que vemos é a alteração dos cursos de formação extensão de vigilantes. A carga-horária do curso de formação, por exemplo, passou de 120 para 160 horas-aula.

A portaria também criou outros cursos, como o de extensão me escolta armada, como duração de 50 horas, e cursos de reciclagens específicos. Dessa forma, o vigilante freqüentará aulas específicas dos cursos de formação, enquanto aqueles que possuem cursos de extensão freqüentarão reciclagens específicas para o ramo em que trabalham. Por exemplo, quem trabalha num carro-forte, freqüentará cursos de reciclagem para vigilantes com extensão em transporte de valores, e assim por diante.

A portaria também criou outros cursos, como o de extensão em escolta armada, como duração de 50 horas, e cursos de reciclagens específicos. Dessa forma, o vigilante freqüentará aulas específicas dos cursos de formação, enquanto aqueles que possuem cursos de extensão freqüentarão reciclagens específicas para o ramo em que trabalham. Por exemplo, quem trabalha num carro-forte, freqüentará cursos de reciclagem para vigilantes com extensão em transporte de valores, e assim por diante.

Neste quesito, a portaria 387 acertou, pois até então – para aqueles que não estão familiarizados – a reciclagem era para o vigilante com curso básico, ou seja, independetemente do curso ou em que segmento o vigilante atuasse, ele ficaria a mesma reciclagem, o que não melhorava em nada seu desempenho.

Podemos imaginar o que significa um vigilante que trabalha com uma pistola calibre .380”e com espingarda calibre 12 (armas de dotação dos vigilantes que trabalham em escolta ou carro-forte) ir para reciclagem e dar 25 tiros com o revolver calibre .38”, sem ao menos treinar com espingarda ou com a pistola, caso ele a utilize no dia-a-dia.

Outra alteração diz respeito ao serviço de segurança organizada. De acordo com o artigo 55, as empresas com filiais em um, mesmo estado que já possuam autorização de funcionamento não necessitarão de nova autorização - mas permanece necessidade do certificado de segurança.

Entre outras alterações positivas destaca-se ainda a compra e venda de armas entre empresas sem que seja necessário que uma dela esteja fechada. Isso facilita a movimentação de ramas entre as empresas privadas, facilitando a compra, que normalmente leva de seis meses a um ano, e a venda, no caso de empresa que tenha perdido postos e estejam passando por uma situação econômica mais delicada.

Se pensarmos que a segurança privada possui 213.257 armas nas diversas empresas de segurança especializadas e orgânicas espalhadas pelo Brasil, podemos notar o quanto essa alteração pode ser significativa para algumas empresas.

Um fato positivo em relação a CGCSP (Coordenação Geral de Controle de segurança Privada) foi o de ter ouvido as empresas, principalmente as escolas associadas a ABCFAV (Associação Brasileira dos Cursos de Formação e Aperfeiçoamento de Vigilantes), que puderam opinar e sugerir mudanças na elaboração de portarias 387/06, além de ela ter atendido prontamente à solicitação do SESVESP e da ABCFV para dirimir duvidas sobre a portaria 387, após sua publicação armas não-letais.

Outro fato de destaque é o uso de ramas não-letais na segurança privada. Tal utilização e uma tendência e já tem dado resultado onde foi implementada. Veja o caso do Departamento da Polícia do condado pistola Taser, de choque elétrico, dês de 2000. O xerife Kevin Beary informa que reduzi o numero de polícias feridos em 80% após a inplementação das Tasers. Em palestra proferida em 2002, ele informou que avia passado de 13 situações com armas de fogo em 2000 para quatro em 2001 e que avia 15 meses que não dava um único tiro me situação de risco.
Naquele período, de 800 atualizações da Taser, houve apenas 16 reclamações.

Também as reduções de reclamações levarão a redução de indenizações e do uso de força bruta e agentes químicos. Além disso, esta arma tem como vantagem o fato de manter um registro dos últimos 1.500 disparos, com hora, data e duração.

Um dos problemas da implementação de novos conceitos e legislações específicas é a burocracia. É fato que o DPF tem lutado contra essa burocracia; prova disso foi a publicação da portaria 346/06 no dia 3 de agosto, que instituiu o Sistema de Gestão Eletrônica de Segurança Privada (Gesp), cuja finalidade e informatizar os processos administrativos relativos à área de segurança privada.quando todo o sistema estver implantado, alguns processos serão agilizados e facilitados.

Acredito que alguns dispositivos ainda não foram implantados porque depende da legislação, e a portaria não pode ir de encontro à legislação, neste casso a lei 7.102/83. Com exemplo cito o artigo que mantém a escolaridade mínima na quarta-série, que não pode ser alterado devido alei existente.

Há um projeto de lei, o de nº 168/05, que altera a lei 7.102/83. Nesse caso, seriam possíveis novas mudanças. Uma alteração que acredito que poderia ser feita nesta portaria é a da prestação de segurança pessoal pela empresas de segurança orgânicas, que é uma das reivindicações da ABSO (Associação Brasileira de Segurança Orgânica). Talvez haja algum impedimento legal para isso e autorização ocorra com a nova legislação.

Problemas de fiscalização

Apesar de todos os méritos do DPF no de normatizar os procedimentos e atividades da segurança privada, ainda vemos estado que se preocupa muito com as exigências para as empresas devidamente legalizadas enquanto é ineficaz no que tange à fiscalização das empresas clandestinas.

Hoje temos cerca de três vigilantes clandestinos (sem curso de informação ou que trabalham em presas sem a devida autorização da Polícia Federal) para cada um devidamente legalizado. Essa é a maior demonstração da dificuldade em fiscalizar as empresas clandestinas.

No Brasil temos 27 Delesp (Delegacias de controle de segurança privada) e 72 CV (Comissões de Vistoria), que formam a estrutura da CGSP para finalizar as empresas e agências bancárias.

Veja os números que existe sob a fiscalização da CGCSP: 24.729 agências bancárias e PABs que deve ser fiscalizado quanto aos planos de segurança, efetivo e sistema de segurança 2.876 empresas especializadas, fiscalizadas ao menos uma vez por ano, por ocasião da renovação da autorização de funcionamento e da emissão do certificado de segurança.

As 1.012 empresas de seguranças orgânicas passam pelo mesmo processo. Existem 4.740 carros-fortes no Brasil, que também recebem inspeção anual.

São 1.126.218 vigilantes registrado no DPF. Todos tiram sua documentação devidamente fiscalizada e registrada pelo DPF. Destes, cerca de 500 mil trabalham em empresas de segurança.

Alem disso, as Delesp e CV são responsáveis pela emissão de portes e registros de armas, entre outras atribuições.

Tudo isso nos mostra o porquê da proliferação de empresas clandestinas a falta de fiscalização. Essa deficiência prejudica todo o seguimento, pois são empresas perdendo pontos para as clandestinas, vigilantes que ficam desempregados e o estado que não recolhe impostos e taxas.

A criação de uma força-tarefa no sentido de dar uma basta à impunidade, junto à conscientização das pessoas sobre os riscos da contratação de empresas clandestinas e vigilantes sem o preparo adequado, é fundamental para a melhoria da segurança e colaboração com o ministério da Justiça no seu planejamento de segurança e colaboração com o ministério da justiça no seu planejamento de segurança.

Para isso, as autoridades devem criar mecanismo de fiscalização, não só das empresas que já se submetem às exigências legais, mas principalmente das empresas clandestinas.

Cenário da segurança privada no Brasil, diferentemente do que muitos imaginam, não é apenas decorrência das ações do crime organizado. O crescimento desse segmento ocorre em todo o mundo, inclusive nos países mais desenvolvidos, e não só devido às ameaças de terrorismo.

A criminalidade urbana, principalmente assaltos, eleva ainda mais a sensação, além de estado. O crescimento da segurança privada também ocorre devido a melhoria das condições de vida da população, principalmente da classe média, que passa a dar mais valor aos seus bens e à sua própria segurança.

Também é fato que a sensação de insegurança, principalmente devido à grande repercussão de atos criminosos, é uma força motriz para o crescimento deste segmento. A segurança privada, incluindo a eletrônica, tem um crescimento sustentado e, no caso desta última, a disponibilidade de equipamentos devido à queda do dólar aumenta ainda mais sua utilização.

A segurança privada tem um faturamento global de cerca de R$ 14 bilhões no Brasil, três vezes mais o valor do investimento que deve ser feito pelo governo federal no PAC ( Plano de Aceleração do crescimento) até 2010. O uso de segurança privada na segurança de presídio também vai crescer. Segundo a revista exame, de 13 de setembro de 2006, nos EUA já são 150 as penitenciárias privatizadas. No Brasil. Elas são 11, o que representa 2% do total de presidiários no Brasil e contam com segurança interna privada.

A tendência pra os benefícios mais comum em empresas de médio e grande porte também aponta para o crescimento da segurança privada. Este foi o resultado da pesquisa anual que a Hewitt Associates realiza no Brasil. Neste ano, 120 dela participaram do estudo.

“Carros blindado e segurança particular são itens que estão consumindo altos investimentos em grande parte do universo pesquisado. Entre as empresas ouvidas, 53% disponibilizam carro blindados aos seus presidentes; 20% estendem o mesmo benefício aos seus diretores; deste universo, 16% já têm particulares contratados para contratar seus presidentes – para 90% deles, inclusive nos finais de semana”. São resultados que confirmam a afirmativa de crescimento da segurança privada.

Além dos equipamentos de seguranças, seja eletrônicos ou blindados ou ainda armas não-letais, um dos fatores que vai elevar a segurança como assuntos estratégicos nas empresas é a segurança das informações. Cada vez mais as informações serão fundamentais para tomada de decisões cruciais para as empresas. As vulnerabilidades neste sentido, sejam elas virtuais ou não, se tornarão cada vez mais preocupantes para os negócios.

Falta de regulamentação

Há dois extremos da segurança privada: de um lado está a regulamentação do vigilante, inclusive do cão da segurança privada. Do outro, a falta de regulamentação para os gestores de segurança.

Hoje alguém, para ser vigilante, precisa cumprir uma serie de requisitos legais, que vão da documentação, provando ser uma pessoa idônea, apta física e psicologicamente, à exigência de freqüentar e ser aprovado no cursa de formação. Já para ser o gerente de uma empresa de segurança, nada lhe é exigido: curso, documentação, formação especifica, nem qualquer outra qualificação.

Até as empresas autorizadas a funcionar legalmente necessitam ter experiência de um ano antes de prestar serviços de escolta ou segurança pessoal, o que também é exigido para que o vigilante trabalhe nesta empresas; porém, para ser o coordenador ou gerente de uma delas, não há nenhuma exigência legal. Da mesma forma ocorre com os consultores de segurança: a lei não estabelece nenhum critério.

A sociedade organizada tem se mobilizado para preencher essa lacuna. Para isso, o Sevesp, com o objetivo de mostrar aos clientes que a empresas é legalizada e cumpre todos os deveres legais, criou o certificado de regularidade em segurança, o CRS. Já hà 54 empresas especializadas credenciadas no estado de São Paulo.

Da mesma forma, a Abese (Associação Brasileira das empresas de segurança eletrônica) criou o selo amarelo que comprova a capacidade técnica e a qualidade de entendimento das empresas.

Nesse caso, devo destacar que as empresas de segurança eletrônica não possuem qualquer regulamentação, sendo deixadas à própria sorte. Enquanto empresas estabilizadas e idôneas procuram trabalhar atendendo aos consumidores de forma objetiva, com pessoas capacitadas e equipamentos de primeira linha, outras se aproveitam da falta de regulamentação para invadir o espaço, prestando mais serviço e denegrindo a imagem deste segmento. Hà casos que a empresas de monitoramento funciona num quarto, sem a menor condição de prestar um serviço de segurança adequado.

Para os profissionais de segurança, mais uma vez a sociedade organizada, através da ABSO, criou a certificação de especialista em segurança, que apresenta ao mercado as pessoas que possuem experiência e conhecimento não só operacional, mas técnico estratégico, suficiente para atuarem como gestores ou gerentes de segurança, já que a lei não exige, mas o mercado quer a demonstração de conhecimento dos profissionais de segurança.

A Abseg. (Associação Brasileira de Profissionais de Segurança), que tem o objetivo de promover a capacitação, o aperfeiçoamento e o desenvolvimento de todos os profissionais que atuam no segmento de segurança e proteção, também criou uma certificação de especialista em segurança que é o ASE (Analista de Segurança Empresarial). Assim como a ABSO, elaborou provas de conhecimento técnicos dos profissionais de segurança, além de exigir experiência profissional. Mais uma vez a sociedade se antecipa, mobilizando-se em busca do que é melhor, e procurar, de certa forma, fez uma a triagem dos profissionais que atuam na segurança empresarial.

Existe ainda um projeto de lei em andamento no congresso nacional para aprovação e criação das fusões de profissionais de segurança. É do deputado Arnaldo Farias de Sá (PTB-SP) e cria a profissão de analista de segurança empresarial, criando uma função técnica e intermediária.

Para a função de analista empresaria será exigido aos gerentes da empresa de segurança e coordenação de curso de formação de vigilantes e conclusão de curso superior em gestão de segurança patrimonial e pessoal, que, mais uma vez, existe por que a sociedades do país.

No 1º encontro nacional de gestões de segurança em 30 de julho de 2007, em São Paulo, como a presença do deputado Arnaldo Faria De Sá, ficou clara a disposição do parlamentar em buscar sugestões junto aos profissionais de segurança para a complementação do projeto de lei que cria a função de gestor de segurança.

A busca de melhores técnicas de segurança e a aplicação de conceitos modernos nesta área é muito salutar e necessário; por isso, a criação de níveis intermediários, com cursos específicos, só melhora o segmento, porfissionalizando-o ainda mais. Essa instituição (ABO, Abseg, ABGS, Abese, Sesvesp, entre outras) só contribuem para a porfissionalização do setor.

O DPF, com a criação da nova portaria, perdeu uma grande chance de seguir este caminho me relação ao supervisor de segurança, função tão importante nas empresas do ramo.

A portaria 992 exigia a conclusão de curso de inspetor e fiscais, no artigo 84, enquanto a portaria 387/06, em seu artigo 50, não faz nenhuma exigência; ela diz que as escolas podem ministrar o curso, porém impede seu registro vetado, no caso, o registro profissional e o do certificado de conclusão de curso. Lamentável.

Mercado implacável

De qualquer modo a lei de mercado é implacável: apenas bons profissionais e boas empresas irão se estabelecer e conquistar a confiança de seu público-alvo. As estratégias de prestação de serviços oferecidos pela empresas e a qualificação de seus funcionários mostrarão que podem permanecer neste mercado.

O que as empresas necessitam e exigem são concorrentes que cumpram as mesmas exigências legais, pois só assim a competição entre os melhores será possível. Enquanto houver empresas clandestinas nas proporções de hoje, enquanto não houve uma política eficaz na fiscalização dessas empresas, enquanto a hipercompetição reinar entre as instituições, enquanto as empresas-clientes não tomarem conhecimento do mal que uma empresa clandestina pode fazer ao seu negócio, estaremos brigando pela sobrevivência. Mesmo tendo um grande campo de atuação à nossa frente e com grandes possibilidades de crescimento, informalidade nos levará sempre à hipercompetição, mas não àquela em que o comportamento super competitivo gera, continuamente, novas vantagens competitivas, rompe com o status que cria uma série de vantagens temporárias.

A hipercompetição a que me refiro não traz nenhuma vantagem para a empresa ou para o cliente; nela só há possibilidade da perda, onde ninguém ganha, todos ficam competindo de maneira totalmente desigual, com taxas e impostos desiguais. É o que acontece com as empresas legalizadas competindo com as clandestinas. A concorrência é desleal.

A revista exame publicou o resultado de um estudo da Mckinsey, no qual um dos temas é ilegalidade, “mal que já atinge 40% da economia brasileira o equivalente a 318 bilhões de dólares – e o principal obstáculo que trava o crescimento do Brasil. Essa é uma das principais conclusões trabalhistas, falsificação, contrabando e desrespeito às normas sanitárias, respondem por 39% da diferença de renda entre brasileiros e americanos. Pra ter uma idéia de seu impacto negativo, basta notar que uma virtual eliminação dessas práticas mais que dobraria a renda per capita brasileira. A cada ano o Brasil deixa de ganhar o equivalente a um PIB da Austrália devido as praticas econômicas ilegais”.

“A ilegalidade solapa o vigor da economia de um país de diferentes maneiras. O principal mecanismo é permitir que empresas pouco competitivas eternizem no mercado não pro seus méritos, mas pela competitividade artificial obtida por meio do desrespeito às suas obrigações. São negócios que têm de permanecer pequenos para não atrair a atenção das autoridades. Ao mesmo tempo, a competição desleal compromete o crescimento das companhias que cumprem a lei. Vive-se assim uma armadilha na qual as empresas legais não conseguem crescer”, diz a economista Diana Farrel, do Mckinsey Brasil.” Não há caminho para o desenvolvimento que não passe pela redução drástica da ilegalidade.”

Este estudo, é lógico, não se refere especialmente à segurança privada, mas não há duvidas de que ela está inserida neste contexto, inclusive porque as empresas de segurança privada sofrem uma fiscalização interna, não só da Política Federal.

Enquanto tivermos empresas clandestina, pessoas despreparadas na segurança privada e clientes desinformados, como temos hoje, a situação permanecera como está. Por isso a mobilização, sempre me busca da, melhoria na qualificação e na prestação de serviços, deve ser apoiada por todos, sem nenhum tipo de bairrismo.

Cláudio dos Santos Moretti é especialista em segurança empresarial (MBA) pela Fecap-SP; autor de DVDs; professor de Graduação Tecnológicas em Gestão de Segurança Patrimonial e Pessoal da Unidade Santos e da Análise de Risco no MBS da Fecap e Brasiliano e Associados; coordenador de curso da Escola Falcão- Centro de Formação e Treinamento de segurança e inspetor de Segurança de Petrobras.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

UMA NOVA REFORMA ?


 

               Quando olhamos para história da Igreja e principalmente para a reforma protestante, ocorrida em 1517, ou seja, há mais de 500 anos, vemos um período em que os modismos cometidos pela Igreja foram combatidos com toda ousadia, foram rejeitados e denunciados pelos reformadores. Esse período foi marcado também pela venda de benções espirituais e pela supersticiosidade religiosa.  Os cristãos que antes eram conhecidos pelos textos de João 03:16 ou Mateus 11:28  que centralizavam sua mensagem na cruz de Cristo, que pregavam a Salvação e o arrependimento, hoje se veem ameaçados, pois ser evangélico passou a ser status. Interpretam de maneira errada o texto de Filipenses 04:13, transformando textos em dinheiro para conseguirem o que querem, e infelizmente não podemos tapar o olho e fazer de conta que isto não está acontecendo.

O protestantismo combateu ousadamente essas aberrações e hoje esse mercantilismo medieval, que pregava a venda de indulgências, levanta-se das cinzas arrastando incautos com uma promessa cheia de benesses na terra e, depois a vida eterna. Temos vistos muitas igrejas que utilizam e vendem elementos de toque para que as pessoas alcancem benções divinas. Graças a Deus que não acharam o madeiro da cruz se não teríamos muitos vendendo os pedaços por troca de uma benção. Esse é somente um de vários exemplos da troca da essência do evangelho por uma comercialização religiosa deixando de lado o real propósito do evangelho.

Muitos ministérios criados da noite para o dia vivem de oba-oba, jeitos e trejeitos tentando maquiar a ação do Espírito Santo. Esses modismos tem preocupado muitos lideres evangélicos que procuram levantar sua voz contra essas aberrações. Por isso Paulo diz: “Ninguém vos engane com palavras persuasivas” e Pedro Cap. 5.2-3 completa: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto, nem tendo domínio sobre a Herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho”.

Precisamos dar mais ênfase à sabedoria de Deus, à pecaminosidade do homem, à graça do Senhor Jesus e à Regeneração pelo Espírito Santo. Não precisamos de nova unção, mas sim voltar ao princípio da palavra.  Será que a igreja não precisa passar por uma nova reforma? Analise e reflita.                                                                                                                                                Autor: Elizeu Lima

 

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Caso renascer- Passando a limpo


Há poucas semanas fomos surpreendidos com o caso do desabamento da Igreja Renascer em Cristo, que lamentavelmente deixou nove mortos e mais de 100 feridos. Mas este não é o primeiro caso de desabamento de igreja. Segundo os órgãos de imprensa, a igreja tinha algumas infiltrações e foram encontrados até cupins entre os escombros, e o mais grave é que a empresa que fez os forros não tinha registro junto ao CREA. O que é estranho é que a Igreja tinha liberação para o seu funcionamento, sendo que num primeiro momento foi interditada e depois liberada pelos órgãos competentes.
Hoje em dia há, no Brasil, um número cada vez maior de igrejas, haja visto que é muito fácil efetuar a abertura de uma. Isso é positivo, pois quanto mais igrejas houver, mais pessoas serão alcançadas pelo Evangelho e isso vai impactar a sociedade, também de forma positiva, pois um drogado que entrega sua vida a Cristo e se afasta das drogas vai ser uma benção para a comunidade, ao invés lixo de um estorvo. Esse aspecto, infelizmente é pouco divulgado, porém quando surgem escândalos, como o caso citado no início, a igreja como um todo é bombardeada e as manchetes dos jornais são grandes e notórias.
É claro que deve haver responsabilidade dos líderes cristãos, e a lei tem que ser executada, e os culpados punidos. A Bíblia afirma que tudo o que semearmos, também colheremos. Se plantarmos arroz não vamos colher milho, ou seja, cada um vai colher o que plantou. O que não podemos aceitar é falar contra a Igreja de Cristo, generalizando, como se todos fossem iguais. Jesus diz que o inferno não prevalecerá sobre sua Igreja.
Para finalizar, gostaria de dizer que ao alugarmos um templo, devemos tomar cuidados quanto à liberações dos bombeiros, da prefeitura, do CREA e dos órgãos competentes. Se possível deve ser feita uma avaliação por um profissional habilitado tanto na área de engenharia,arquitetura ou um técnico em segurança do trabalho.
Se tomarmos cuidados sem duvida não teremos caso como o da Renascer e tantos outros. Não esqueça, a prevenção é o melhor remédio.
Autor: Elizeu Lima